Aquele momento em que você precisa arejar um pouco...

terça-feira, 22 de junho de 2010

DIGA NÃO À FESTA DO PEÃO



Assim como na antiguidade a turba alucinada se reunia para ver os gladiadores na arena e os prisioneiros serem crucificados, uma enorme quantidade de bárbaros ainda se reúne em festas com rodeios.

Os circos estão evoluindo e deixando de usar animais para divertir humanos descerebrados, mas a turma do estilo jeca (que eles preferem chamar de country) teima em não evoluir.

O melhor e talvez único jeito de combater a estupidez que são essas festas com rodeios é atingi-los onde dói mais: no bolso, no faturamento, na bilheteria.

Boicotar, e boicotar não apenas o evento, mas todos os patrocinadores, produtos, artistas e demais envolvidos. Para estes, participar de eventos assim é um negócio como outro qualquer, visa o lucro e a divulgação. Ora, se o “retorno” não for bom...

Deixem de tomar a cerveja que patrocina o evento e no ano que vem talvez ela não esteja mais apoiando essa arena de insanidade.

Não comprem CDs dos artistas que ali se apresentam.

Não votem nunca mais no prefeito que permite esse tipo de atividade em sua cidade.

Mas só boicotar não basta, é preciso que os boicotados saibam o motivo do boicote.

Deixem mensagens no site da cerveja, do artista, do candidato. Não precisa ser agressivo, mal educado, calamitoso, nem nada, basta dizer que não apóia a tortura de animais e que não quer ter laços com torturadores ou com quem a apóia.

Não pense que está sozinho nisso e seu protesto não fará diferença. Assim como você, muitos outros podem pensar assim.

Vá em frente, faça sua parte. Como diz no comercial de TV, “se não puder fazer tudo, faça tudo o que puder”.

Se não sabe porque deveria boicotar esse troço, essa anomalia importada dos EUA, então procure ler um pouco a respeito. Pode começar por aqui:

segunda-feira, 21 de junho de 2010

PC "DE MARCA" NUNCA MAIS

Existem as mais diversas discussões na internet, em fóruns e grupos específicos, sobre qual a melhor aquisição, se um computador Frankenstein, montadão, conhecido também como da “linha cinza” ou aqueles “de marca” e, nesse caso, me refiro aos HPs, Dells, Positivos, StIs e outros.

Geeks e o pessoal escovador de bits e bites tendem para os montados, consumidores leigos muitas vezes preferem os “de marca” adquiridos em grandes lojas de shoppings.


Eu já tive dos dois tipos e também todos os tipos de problemas com ambos – desde placas-mães que se transformam em naves-mães (vão para o espaço) em menos de um ano até memórias RAM que não se lembram de nada e HDs que pifam sem nenhum aviso.

Que uma coisa fique clara: não existe PC que não dê problema. Se existe, para mim é como disco voador: nunca vi.

Assim, de todos o pior problema é, em minha opinião, a hora do conserto. E aí os montados me parecem levar vantagem.


Esses você leva na técnica ali da esquina, chora, implora e no máximo em três dias os caras te devolvem a máquina funcionando, com tudo reinstalado no lugar.
No caso dos “de marca” isso é impossível.


Além da imensa burocracia e uma quantidade enorme de informações a serem preenchidas em meia dúzia de formulários, eles não fazem backup de sua máquina, ou seja, se no conserto for necessário apagar tudo e reinstalar o sistema, azar o seu se não tiver feito backup antes.


Além disso, dão prazos para devolução da máquina como se estivessem falando de um brinquedo e não de um instrumento de trabalho. Vinte dias sem computador é um mês perdido...


Quando comprei um Dell e a placa-mãe pifou pouco depois da garantia de um ano expirar decidi enviá-lo pro conserto numa assistência técnica "não oficial" depois de analisar a relação custo x benefício x prazo de serviço.


Agora, com um novíssimo e poderoso HP ainda na garantia, outra vez um placa-mãe me deixou órfão. Dei entrada na assistência “oficial” no dia 10 de junho. Hoje, dia 21, liguei para o Suporte HP e me disseram que “a máquina está em processo de análise e tudo está dentro do prazo estipulado em contrato”.


Grande merda.

Aprendi e passo a lição a você: na hora de comprar um computador, esqueça grandes lojas de shoppings e marcas. Vá a uma dessas assistências aí em seu bairro e encomende uma máquina. A luta na hora de exigir conserto rápido será menos desfavorável que contra uma HP ou Dell.


PC “de marca” nunca mais.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Copa, África e "os" vuvuzelas

No carro, voltando pra casa, procurando aguma música decente pra ouvir entre as rádios ouço, de passagem, que a FIFA estava estudando proibir a entrada de "vuvuzelas" nos estádios onde se realizam os jogos da Copa.

De imediato, me ocorreu que deveriam estar se referindo a alguma tribo do interior da África e seus integrantes não muito afeitos às maneiras civilizadas de comportamento aceitas atualmente. 

Talvez andassem nus ou fossem muito agressivos, vai saber.

Logo imaginei os problemas que decorreriam da proibição da entrada destes pobres selvagens nos estádios:  acusações de discriminação, protestos dos defensores de direitos humanos, um precedente perigoso num país conhecido pela segregação racial.

Só ao final da tarde, lendo jornal, que descobri que vuvuzela não era nome de uma tribo, nem de nenhum ser humano e que minha preocupação humanística globalizada não tinha razão de ser.

Realmente, futebol não é comigo.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O RISOTO DA PEUGEOT

Fiquei intrigado com o comercial de TV da Peugeot e mas intrigado ainda quando vi na internet uma discussão sobre os “significados” do comercial, como se ele fosse uma obra com conteúdo profundo a ser analisado.


Diversos profissionais de propaganda e marketing deram as mais variadas opiniões sobre o quê efetivamente a equipe de criação quis dizer com o tal risoto num comercial de picape leve aventureira.

Muito pareciam, na verdade, procurar pelo em casca de ovo... Alguns foram pelo caminho de que a equipe de redatores tentou dizer que a picapinha, apesar de foco aventureiro, é para gente “normal”, que cozinha, que faz risoto...


Se for isso, leio nas entrelinhas que a picape, apesar de seu jeitão fora de estrada, teoricamente voltada ao público mais ativo, pode ser comprada por manés medrosos que em vez de praticarem esportes radicais ficam na cozinha fazendo risotos.

Pior: olha gente, a picapinha tem só aparência de aventureira, mas é só aparência. Você que fica na cozinha fazendo risoto pode comprar também que não vai te fazer mal não, viu?!...


É pode ser... Mas tem mais.

No comercial o narrador diz que nunca praticou diversos esportes e atividades radicais, de risco e, de repente, diz que o risoto dele nós precisamos experimentar.


A relação que faço é a seguinte: ele – o locutor – nunca se arriscou mas quer que a gente se arrisque (a experimentar o prato que ele preparou). Somos, então, convidados a ser cobaias do locutor. Ele não se arrisca jamais, mas nos chama a nos arriscarmos.

Se é isso, se comer o risoto dele é um risco, concluo então que nem homem de forno e fogão ele é.


Então, a picapinha é aventureira apenas na aparência e o homem caseiro também não é verdadeiramente cozinheiro. Tudo ali é falso.

E é mesmo: é uma picapinha urbana que recebeu uns plásticos, os primeiros a quebrar com qualquer encostadela, pra parecer fora de estrada (leia esse post mais antigo sobre assunto parecido).


Viajei?