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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

BRASILEIROS PREFEREM FAST FOOD?...


Recentemente foi divulgado o resultado de uma pesquisa da Shopper Experience sobre os hábitos dos consumidores do país em relação ao serviço de alimentação.

Segundo eles, cerca de 74% dos brasileiros afirmam que preferem ir a fast foods ao invés dos restaurantes tradicionais.

Não sei não...

Essa pesquisa me lembrou de uma outra "pesquisa" que a Mercedes, fabricante de veículos, supostamente fez aqui no Brasil antes de lançar o famigerado Classe A, carro que agora, retrospectivamente, todo professor de curso de marketing gosta de criticar.

A empresa despachou o engenheiro Hans pra cá e mandou que ficasse sobre o Viaduto do Chá anotando num caderninho os carros que passavam embaixo. E a cada carro que passava, Hans anotava:

- Carrinha pequena... Carrinha pequena... Carrinha média... Carrinha pequena... Carrinha pequena...

Em pouco tempo o engenheiro Hans enviou sua pesquisa e conclusão à matriz na Alemanha: "Brasileirro gostar carrinha pequena...".

Pronto! A mundialmente famosa marca de automóveis pôs-se a fabricar o tal Classe A.
Viram no que deu?!...

Ninguém contou ao Hans que brrasileirro não gosta de carrinha pequena não, mas é o que dá pra comprar com o que a maioria ganha por aqui (quando dá) versus os preços absurdos de nossos carros.

O mesmo vale para fast foods versus restaurantes. Tenho colegas que recebem vale-refeição em torno de R$11,50 a R$19,00. Com isso, realmente...

Por isso, cuidado com as pesquisas e mais cuidado ainda com as interpretações tendenciosas, equivocadas ou, até mesmo, ingênuas.



quarta-feira, 21 de julho de 2010

A INTELIGÊNCIA DOS CÃES. SÓ A DELES...


É risível, é cômico e chego a achar ridículas as tentativas de se estabelecer o quanto um animal é ou não inteligente.

Os esforços são enormes, os estudos são detalhados, cientistas e profissionais diversos investem dezenas, centenas, milhares de horas nessas questões (será que não o fazem apenas pelo orçamento $$$ obtido para pesquisa? Hmmmm...) e as divulgam como achados científicos.

O problema de se estabelecer a inteligência de um cão, por exemplo, como no artigo “Quantas Palavras os Cães Entendem” (http://casa.hsw.uol.com.br/caes-e-palavras.htm) é o viés antropocêntrico, ou seja, a “régua” que mede tal inteligência é baseada no ser humano.

Usam-se padrões humanos para medir inteligência de cães, golfinhos, macacos. Ora, eu digo que isso é “somar maçã com banana”, como se dizia antigamente.

Porque não usar parâmetros caninos para medir a inteligência de seres humanos? Parâmetros como olfato, visão, audição, instinto de sobrevivência, lealdade, amizade, amor incondicional, geolocalização (sem usar GPS), honestidade, pureza, humor...

Sob padrões caninos possivelmente seríamos os seres mais estúpidos do planeta. A pergunta que deveria ser feita não é quantas palavras os cães entendem, mas sim quantos LATIDOS nós entendemos. Ora, não somos nós tão inteligentes?

Cães se comunicam com outros cães, gatos se comunicam com outros gatos e todos os animais se comunicam entre si com uma variedade enorme de sons E NÓS NÃO ENTENDEMOS PRATICAMENTE NENHUM DELES!

Golfinhos até tentam se comunicar conosco, mas nós achamos que eles estão apenas sendo engraçadinhos...

E não apenas com sons os animais se expressam. Um posicionamento de orelhas, um arquear do corpo, um esticar de pescoço dizem de forma absolutamente efetiva e sem engano o que querem, o que pretendem, ao contrário das palavras que muitas vezes nos enganam, nos confundem, nos levam ao erro.

Um detalhe: irracionais como são chamados, os animais são perfeitamente adaptados a viver no planeta sem destruí-lo, sem deformá-lo, sem poluí-lo, coisas que nós humanos, inteligentíssimos, não conseguimos ainda, mesmo depois de tanta evolução.

Mas a empáfia antropocêntrica e imensa ignorância humana nos impede de ver isso.