Aquele momento em que você precisa arejar um pouco...

sábado, 22 de novembro de 2008

TECNOLOGIA DE PONTA E A FLANELINHA

Hoje em dia você pode dizer que é gay que ninguém mais liga. Pode dizer que é ateu e boa parte do povo ainda te aceita. Pode dizer que é Palmeirense em meio à torcida do Corínthians - ou vice-versa - e talvez sobreviva.

Mas vá dizer que não gostou do iPhone...
Será crucificado em praça pública, esquartejado e queimado na fogueira.
Com o lançamento do iPhone, Steve Jobs lançou a febre mundial do touchscreen. Essa mania começou com os celulares e agora vai chegando nos computadores e aparelhos de TV.
Todo mundo quer manusear seus aparelhos eletrônicos com as pontas dos dedos. Além de ser mais moderno, mais "bacana", parece ser mais fácil que usar botões. Inclusive li um artigo comparativo de celulares em que o autor critica aparelhos que ainda usam teclas reais, "...que são complicadas de usar". Como se todo mundo, de repente, tivesse ficado retardado.
Mas essa tecnologia de ponta dos dedos (desculpem, não aguentei e tive de fazer esse trocadilho infame) não conseguiu ainda, ao menos que eu saiba, resolver um detalhe importante: as manchas de dedos.

Gordurosas, suadas, meladas, escorregadias...

Até "ontem" ninguém gostava que colocássem dedos nos monitores. Eu, pelo menos, odeio aquelas manchas. De repente, ninguém mais liga pras manchas porque "é legal"... E viva a lambança!



Se não criarem algum tipo de tela imune às manchas, as empresas de tecnologia terão de dar uma de Organizações Tabajara e começar a vender junto de seus aparelhos touchscreen um Kit-Limpeitor, contendo uma flanelinha e um mini-frasco de Vidrex.

Bom, já deve ter dado pra perceber que sou fã dos Blackberries e Palms Treo.

Não que celulares bacaninhas, cheios de malabarismos visuais, não sejam bons mas, como no
cinema, prefiro um filme que se apóie mais em conteúdo que em efeitos especiais.

Celulares atualmente são vendidos como brinquedos, só que pra gente grande. E toda a gente grande parece procurar por brinquedos. Seria esse um sintoma da infantilização dos adultos, algo como "adultecentes" de 30 a 45 anos que não aceitam o fato de já terem deixado de serem jovens?

Ou será o stress generalizado nas cidades grandes que faz com que todos procurem um tipo de escapismo, algo que os tire a todo momento da dura realidade?

Ah, só pra constar: não sou gay.

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