Aquele momento em que você precisa arejar um pouco...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

LULA, TIRIRICA E O PORTEIRO DO PUTEIRO

Há milênios circula pela internet uma estória (pra boi dormir) do tal Porteiro do Puteiro, um homem que não sabia ler nem escrever mas que vence as adversidades e se torna multimilionário. Algumas vezes atribuem essa estória à vida do Sr.Tramontina. Pura balela...

O objetivo torto dessa infelicidade é mostrar que é possível superar as dificuldades da vida, sejam quais forem. Será que o autor é ou já foi professor escolar?

Minha mãe foi professora primária da rede pública por quarenta anos. Ao final de sua carreira, pouco antes de se aposentar, dizia que atualmente a maior dificuldade de um professor é convencer um aluno de que estudar é importante.

Ao tentar fazê-lo, seja qual argumento utilizasse o aluno, lembrando de seus ídolos no esporte, na TV e, mais atualmente, na política, questiona: pra quê estudar tanto se fulano, sicrano e beltrano não estudaram nada e foram muito mais longe e ganham muito mais que meu pai?...

Com a lógica rarefeita, própria da idade, fica muito difícil para o professor argumentar com o aluno de primário. Se até nosso presidente da República e agora um deputado federal não precisam ler e escrever, porque ele precisa?

Por que estudar tanto quanto seu pai, que fez escola, colegial, faculdade, cursos especiais, MBA mas rala de segunda a sexta, de antes do Sol raiar até tarde da noite e nem pode lhe pagar uma viagem à Disney, enquanto que outros, semi-analfanetos ou analfabetos funcionais, aparecem na TV com carrões importados, em jantares cheios de celebridades, viajando por outros países acompanhados de belas mulheres?

Na sociedade do pão e circo, do BBB e das celebridades de vestidos rosa, pessoas que lêem essa estorinha e a repassam como “uma grande lição de vida” precisariam voltar à escola nem tanto para aprender a ler e escrever, mas aprender a PENSAR, principalmente em que país queremos ser ou queremos deixar para nossos filhos (apenas um clichê pois eu não os tenho).

A estória ensina que o valor da pessoa está em suas posses, em sua riqueza financeira, material. Ou seja, o cidadão pode ser um completo ignorante, desde que seja rico. Aí a sociedade o aceitará como um grande homem.

Essa é a lição.



domingo, 7 de novembro de 2010

A PROIBIÇÃO DE LOBATO


Uma celeuma enorme se instalou em toda a mídia diante da tentativa (sem comentários...) de se proibir o uso do livro Caçadas de Pedrinho na rede pública de ensino.

Acredito que você não seja completamente alienado e já tenha lido algo a respeito, pois não vou reproduzir aqui todas as lúcidas opiniões contrárias que encontrei pela internet.

Mas há uma análise que não vi: sobre quem está por trás da tentativa de proibição.

Pelo que pude averiguar, tudo começou com um documento preparado pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, enviado ao Conselho Nacional de Educação (CNE).

Vamos por partes.

Se lermos a Constituição, carta magna que rege a nação, veremos que no Brasil não existe a divisão de raças – somos todos brasileiros, independente de cor, credo, opção sexual, situação financeira, para que time torcemos ou como penteamos o cabelo. Se assim é, a existência dessa tal Secretaria não é um contra-senso? Promover a igualdade de algo que não existe?

E como se promove a igualdade olhando apenas para um lado da questão - negros e mulatos? Como ficam os índios, os verdadeiros primeiros e massacrados habitantes da Terra Brasilis? E os asiáticos?

E como promover igualdade criando privilégios para uns em detrimento de outros, utilizando-se da imposição de lei, subjugando a realidade social e de mercado?

E o CNE, então? Foram os 12 conselheiros deste órgão que acataram por unanimidade a “denúncia” da Secretaria que promove a Igualdade da Coisa Inexistente.

Por “conselheiros”, seja lá onde for, eu costumava imaginar pessoas muito acima da média em intelecto, cultura, informação, discernimento. Mais uma de minhas ilusões é desfeita. Nenhum deles pensou que essa pataquada poderia terminar no bafafá que terminou? Que bando de manés!...

Não consigo acreditar que os nobres senhores e senhoras que ocupam os cargos públicos por nós remunerados tenham feito essa lambança por ignorância. A enormidade dessa boçalidade politicamente correta só pode ser explicada por uma tentativa equivocada de autopromoção.

Se isso continuar, em breve não mais poderemos não apenas ler certos livros, mas também proibirão músicas, filmes, peças de teatro.

Imaginem, por exemplo, Jorge Benjor tendo de alterar sua música para “A Bandaaaaa do Zé Afrobrasileirinho chegoooou”...

Eu ia escrever mais umas, mas Nelito Fernandes foi mais rápido que eu.

A burrice crônica que afeta nossas "otoridades" continua tentando proibir ao invés de educar, tirar de vista ao invés de explicar, esconder ao invés de discutir o assunto.

E assim continuamos todos burros - como eles - para sempre.

P.S.: Pedrinho ainda corre risco de ser enquadrado na Lei de Crime Ambiental por caçar animal em risco de extinção.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

MISTÉRIOS DE HUMANIDADE - capítulo Brasil

Alguém poderia me explicar...

... porquê, contrariando toda a lógica do comércio eletrônico no planeta Terra, o Pão de Açúcar vende MAIS CARO VIA WEB que nas lojas reais?

... porquê, ao contrário de todo o resto da galáxia, no Brasil ainda não temos iPad nas lojas?

... porquê, diametralmente em oposição ao mundo evoluído, um livro eletrônico nacional custa às vezes mais caro que um livro impresso?

...que conta é feita e que custos são agregados para que um mesmo mero relógio de pulso custe aqui exatas DEZ VEZES MAIS que no exterior?

... o que se passa na cabeça de um povo que elege um palhaço analfabeto – e, como se não bastasse, ignorante - como um de seus líderes?

Parecem brincadeira, mas são perguntas sérias, com implicações que nem sempre percebemos ou conseguimos compreender.

Se alguém souber me explicar em detalhes, como se eu tivesse 5 anos – sem inventar estórias como a das cegonhas - agradeço.


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

SIMETRIA E COERÊNCIA

Note uma coisa: Dilma Roussef foi eleita em 2010, na mesma corrida aos cargos públicos em que se elegeu Tiririca, campeão de votos.
Isso é uma amostra da coerência entre os eleitores, não?