Aquele momento em que você precisa arejar um pouco...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

MMDC

Você talvez esteja se perguntando que raios de feriado é esse do 9 de Julho.
Tenta lembrar de algum santo, de uma passagem nas fábulas cristãs e nada.


Não, não é o dia de um rapper famoso, nem da reformulação do Run DMC nem uma banda concorrente do KLB.


Bem, não é uma homenagem à avenida em São Paulo...


Pô, não lembra de seus tempos de escola?


Nove de Julho é uma lembrança do M.M.D.C., acrônimo pelo qual se tornou conhecido o levante revolucionário paulista, em virtude das iniciais dos nomes dos estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, mortos pelas tropas federais num confronto ocorrido em 23 de maio de 1932, que antecedeu e originou a Revolução Constitucionalista de 1932.


Eu acho que o acrônimo deveria ser M.E.D.A., pois os primeiros nomes deles eram Mário, Euclides, o conhecido Dráuzio e o Antônio. Porque sobrenomes de uns e nome do outro?


Aliás, um outro estudante, o Orlando de Oliveira Alvarenga, morreu somente três meses depois e, por isso, ficou fora da sigla. Então lembre: se for lutar por uma causa, morra logo de cara para não ser esquecido no futuro.


E mais: se for lutar por algo, lute pela coisa certa tentando visualizar o futuro. Esses caras, os MMDC e também o A que citei no parágrafo anterior, podem ser os culpados pela existência do Congresso Nacional! Se não fossem eles aquele antro não existiria, nem a Assembléia Legislativa nem as Câmaras.


Detalhe: a História nos conta da poética morte destes “estudantes”, mas um deles tinha 31 anos e era fazendeiro em Sertãozinho; outro tinha 30 e era comerciante. Eles ainda estavam na escola com essa idade? E o Dráuzio, então, que tinha apenas 14 anos, o que estava fazendo altas horas da noite na rua, em meio a um levante revolucionário no qual, desconfio, muito provavelmente diversos manifestantes moviam-se impulsionados por cerveja e outros combustíveis com teor alcoólico mais elevado para invadir a sede do PPP – Partido Popular Paulista?


A história, no Brasil, é talvez a coisa mais injustamente negligenciada e propositalmente distorcida que temos.


Junte você também um bando à noite e tente invadir algum edifício do Governo.


Vais ficar famoso...

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